domingo, 26 de abril de 2009

A vida é a prazo, acreditem




Se todos soubessemos quanto ainda tínhamos de vida, viveríamos provávelmente duma maneira diferente.

O problema é a ilusão que a própria vida nos dá duma certa eternidade, ou perpetuidade.

E nestas coisas do tempo e da vida, e da correria na vida contra o tempo, acabamos por perder a essência da própria vida. Afinal o que vale ou não vale a vida, a nossa vida. E a vida dos outros?

Se todos tivessemos consciência de que viviamos a termo certo, decididamente que, só pelo facto de sabermos aceitar esse prazo, essa condicionante, o nosso comportamento levar-nos-ia a agir e a reagir duma outra forma.

Talvez não houvesse tanto desespero, tanta ansiedade, tanta angustia motivados pelo medo.

Todas as nossas contas estariam saldadas ao final de cada dia. E refiro-me às emocionais, àquelas que deixamos sempre para resolver no dia seguinte, ou até acabamos por nunca resolver. E mesmo as outras, as que sobrevivem do crédito...

Todos temos um prazo de validade, findo o qual já não serviremos para mais nada.

Mas até lá, desperdiçamos tanta coisa, fazemos tanta coisa horrivel, aos outros e às vezes a nós próprios, na busca duma ilusória felicidade.

A felicidade está na paz, ou no equilibrio que cada um consegue consigo próprio.

É realmente dificil encontrarmos equilibrio, neste mundo cada vez mais desiquilibrado, em que imperam os valores materiais, e que sobrepõem ao respeito pelos direitos do Homem.

De cada dia farei como se fosse o ultimo, e se houver o amanhã, assim continuarei.

Nada por dizer, nada por escrever, nada para oferecer.

E quando chegar ao fim do prazo, por favor, não me ergam memoriais ou lápides que não posso ver, não me façam discursos que não vou ouvir, e não me mandem flores que não vou cheirar.

É aqui e agora que eu sinto e sei QUEM tem carinho, amizade e amor por mim.


Depois... não sejam hipócritas, mas podem chorar ou gritar à vontade. Eu já não vou sentir.

Sem comentários:

Enviar um comentário