Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra NÃO
É das palavras pequenas
Que me tira da razão.
É palavra que detesto
Pois trava qualquer questão
Nem sequer dá para falar
Logo no princípio é NÃO.
NÃO, disseram-me em criança
Para sair, para brincar.
NÃO, quando queria ir
Aos bailes para dançar.
NÃO, foi sempre a palavra
Que me fez de companhia
Que de tanto NÃO ouvir
Vivi, mas sem alegria.
NÃO era o que pensava
Se por acaso alguém amava
E era um NÃO que levava
Porque era o que esperava.
Incentivada, ou elogiada, NÃO!
Vivi sempre criticada
E achava que só merecia um NÃO
Porque alguém me suplantava
Sempre NÃO esteve presente
Pela minha vida fora
Que o SIM levou o seu tempo
Quando chegou aquela hora.
Depois vim a descobrir
Que há outras modos de o dizer
Esses são mais aguçados
E fazem-me mais sofrer.
São modos mais diplomáticos
Com palavras bem escolhidas
Ditas com sorrisos simpáticos
E de maneiras divertidas.
E se em criança eu ouvia
NÃO quero brincar porque és feia,
Hoje oiço, Desculpa, hoje NÃO dá
Ora volta, volta e meia.
Com um NÃO, se conta ao pedir
Qualquer coisa que queremos
Mas também pode vir um SIM
E nessa incerteza sofremos
Mas de tanto NÃO ouvir
E de tanto sofrer com isso
Hoje não sei dizer NÃO
Mesmo quando é preciso.
Amarfanhada outrora
Desvalorizada e insegura
Fui vivendo uma vidinha
Uma vida de Tortura
Já nada tenho a perder
E com muita ou pouca razão
Mesmo com o coração a doer
Eu vou ter que dizer NÃO.
NÃO aos sonhos que sonhei
NÃO ao que desejei outrora
NÃO ao retorno do passado
NÃO àquilo que sinto agora.
E porque não dizer SIM?
Sim, que gosto de mim.
Que AMO A VIDA e quero viver?
E vou vivê-la mesmo assim.
Ainda tenho algum tempo
Para AMAR quem nada tem
Vou-me dar, sim, e lembrar
Que há por aí mais alguém
Alguém, que recebe NÃO
e que também não mereça,
Que sente NÃO atrás de NÃO
Com um gesto de cabeça.
Hoje estou num dia NÃO
Amanhã num dia SIM
Quem manda é o coração
Todos temos dias assim.
Se escreve a palavra NÃO
É das palavras pequenas
Que me tira da razão.
É palavra que detesto
Pois trava qualquer questão
Nem sequer dá para falar
Logo no princípio é NÃO.
NÃO, disseram-me em criança
Para sair, para brincar.
NÃO, quando queria ir
Aos bailes para dançar.
NÃO, foi sempre a palavra
Que me fez de companhia
Que de tanto NÃO ouvir
Vivi, mas sem alegria.
NÃO era o que pensava
Se por acaso alguém amava
E era um NÃO que levava
Porque era o que esperava.
Incentivada, ou elogiada, NÃO!
Vivi sempre criticada
E achava que só merecia um NÃO
Porque alguém me suplantava
Sempre NÃO esteve presente
Pela minha vida fora
Que o SIM levou o seu tempo
Quando chegou aquela hora.
Depois vim a descobrir
Que há outras modos de o dizer
Esses são mais aguçados
E fazem-me mais sofrer.
São modos mais diplomáticos
Com palavras bem escolhidas
Ditas com sorrisos simpáticos
E de maneiras divertidas.
E se em criança eu ouvia
NÃO quero brincar porque és feia,
Hoje oiço, Desculpa, hoje NÃO dá
Ora volta, volta e meia.
Com um NÃO, se conta ao pedir
Qualquer coisa que queremos
Mas também pode vir um SIM
E nessa incerteza sofremos
Mas de tanto NÃO ouvir
E de tanto sofrer com isso
Hoje não sei dizer NÃO
Mesmo quando é preciso.
Amarfanhada outrora
Desvalorizada e insegura
Fui vivendo uma vidinha
Uma vida de Tortura
Já nada tenho a perder
E com muita ou pouca razão
Mesmo com o coração a doer
Eu vou ter que dizer NÃO.
NÃO aos sonhos que sonhei
NÃO ao que desejei outrora
NÃO ao retorno do passado
NÃO àquilo que sinto agora.
E porque não dizer SIM?
Sim, que gosto de mim.
Que AMO A VIDA e quero viver?
E vou vivê-la mesmo assim.
Ainda tenho algum tempo
Para AMAR quem nada tem
Vou-me dar, sim, e lembrar
Que há por aí mais alguém
Alguém, que recebe NÃO
e que também não mereça,
Que sente NÃO atrás de NÃO
Com um gesto de cabeça.
Hoje estou num dia NÃO
Amanhã num dia SIM
Quem manda é o coração
Todos temos dias assim.
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